Nosso Mundo

Posted on 23/03/2011

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… é uma grande porcaria, eu acho que já disse isso em algum lugar. Mas essa afirmação é muito séria, e propensa a diversos tipos de crítica.

Primeiramente, alguém poderia objetar que não, o mundo não é uma porcaria de forma alguma. Eu é que estaria sendo pessimista ou fazendo tempestade em copo d’água ou olhando exclusivamente para o lado ruim da vida, etc. Para esses otimistas, eu tenho uma resposta curtinha, que não é oportuna aqui.

Outra crítica, mais interessante, é a de que eu faço uma pequena confusão. O mundo na realidade é maravilhoso sim, mas tem um pequeno grave defeito: a humanidade. Então, a porcaria não resiste no planeta, e sim na humanidade que o habita.

Aí digo que a crítica é muito boa. De fato, o planeta Terra não tem nada a ver com nossa estupidez enquanto seres humanos. Afinal, nós evoluímos pela sorte e pelo acaso. Mas percebam que o que chamo de mundo aqui não é sinônimo do planeta, do astro Terra. E sim a realidade social e histórica que a humanidade construiu (e continua construindo) para si mesma (embora essa mesma realidade signifique a catástrofe para outras formas de vida). Entretanto, “o mundo em si” não é bom nem ruim, pois esses atributos só fazem sentido em um contexto humanizado. Varrendo a existência das pessoas do planeta, e imaginando-o fora de qualquer relação com a humanidade, a Terra fica tão “boa” ou “ruim” quanto Gliese 581 b. Então, percebam que sempre que eu falar do mundo, vou me esforçar para dizer “nosso mundo”, ou seja, o que nós humanos construímos para nós.

E esse sim; do jeito que está, estava e vai ficar, é uma porcaria. Uma grande porcaria.

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