Sobre a porcaria deste blog

Este blog serve ao propósito de fazer comentários sobre este nosso mundo, tendo sempre em vista que ele é uma porcaria, uma grande porcaria.

A princípio, o mote era outro, o de que este mundo é uma merda mesmo. Mas aí a linguagem fica muito chula. Não que eu tenha problemas com o que é chulo, longe disso (rejeitar o chulo neste mundo seria de uma finesse esquizofrênica); mas é que o potencial de cinismo da chuleza é muito limitado. Pois como este mundo é uma porcaria, gastar neurônios com qualquer coisa nele se mostra uma tremenda perda de tempo no final. Assim, prefiro perder o meu tempo apontando e chacoteando das porcarias, pelo menos neste espaço. No mínimo, retribuo a parte que me cabe deste escárnio que é destilado contra todos nós (… ok, não é uma retribuição justa; eu ainda fico no prejuízo, mas é melhor que nada, vai).

Além da questão da linguagem chula, chamar o mundo de um fétido cocô guarda algo de injusto contra o excremento. Afinal, ele pode cheirar mal e ser perigoso à saúde, mas é um ótimo fertilizante. A bosta é, assim, excelente para a renovação da vida, sendo essencialmente construtiva e útil, ao contrário de nós, humanos, que somos essencialmente destrutivos e somente úteis na medida em que podemos fazer mais merda depois. Inclusive, é irônico que, de certa forma, nascemos das fezes, delas dependemos e a elas retornaremos.

Contudo, já aí faço usos da palavra em um sentido metafórico. E é justamente nessa metáfora que reside todo o seu valor. O dejeto humano por si só é apenas um amontoado de matéria orgânica. Toda valoração negativa que lhe é imposta é uma construção social e histórica. Aliás, esse talvez seja o único fator universal em todas as culturas humanas; antes de construírmos civilizações, o cocô já fedia havia muito tempo. Já transmitia doenças havia muito tempo. É assim um sinônimo natural de coisa ruim para nós, o próprio Mal que carregamos dentro de nós mas que nunca nos abandona por completo, e por mais que o expulsemos diariamente, diariamente sempre produziremos mais.

E, metaforicamente, enquanto sociedade humana, ao invés de fazer como alguns outros animais e apenas devolver o esterco de volta à terra dia após dia, nós preferimos jogar a merda no ventilador. Assim, para que, dentre outros motivos, este blog não tenha que oferecer pregador para ser lido, optarei pelo termo porcaria ao invés de todos esses outros. E direi, portanto, que este nosso mundo é uma grande porcaria (nada contra o porco…).

Este blog não irá desenvolver nenhum tratado que demonstre matematicamente essa tese, porque isto não tem nada de científico ou acadêmico. Apenas irá comentar pequenos fatos que exemplificam as porcarias deste mundo. Aqui não tem nada de rigoroso porque… porque não vale a pena, ué. Para quê? Já disse que é perda de tempo no fim das contas. E, se ainda assim eu falhar neste objetivo… isso só confirma outra vez a minha tese: eu faço parte deste nosso mundo, e sou, tal como ele, uma porcaria, uma grande porcaria.

Bom dia“.

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